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Governo
autoriza 2.313 vagas de nível médio
O governo do estado autorizou, na última semana, a abertura de
concurso na Polícia Civil do Estado de São Paulo, para
provimento de 1.449 vagas de Investigador e 864 de Escrivão de
Polícia. O número de vagas autorizadas é superior ao que era
esperado, como anunciado no final do ano passado, quando outros
concursos da Polícia Civil receberam o aval do governador José
Serra para serem realizados. Na ocasião, a expectativa era de
que fossem oferecidas 660 vagas de Escrivão e 1.208 de
Investigador, totalizando 1.868 oportunidades.
De acordo com a Associação dos Funcionários da Polícia Civil do
Estado de São Paulo (AFPCesp), o salário inicial dos dois cargos
é de R$ 1,5 mil, acrescido de alguns adicionais, como o de local
de exercício (ALE), insalubridade, operacional de localidade (AOL)
e Regime Especial de Trabalho Policial (RETP).
Escolaridade
Em relação à escolaridade que será exigida para os dois cargos,
a Academia de Polícia Civil (Acadepol) garante que, para o
próximo concurso, os candidatos deverão ter, apenas, segundo
grau completo. Isso porque, em 2002, uma lei de autoria do Poder
Legislativo e sancionada pelo então governador Geraldo Alckmin,
transformava as duas funções em nível superior. Porém, uma
liminar concedida em 2005 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
considerou esta decisão inconstitucional e suspendeu a vigência
e eficácia da Lei Complementar nº 929, mantendo o nível médio
para os cargos de Investigador e Escrivão de Polícia. No corpo
da liminar, está explícita a verificação de
inconstitucionalidade, já que a Lei partiu do Poder Legislativo
e não do Executivo, como deveria ser, conforme trecho do
documento transcrito a seguir: "E dentre as matérias cujo o ato
de encetar o processo legislativo é privativo do chefe do
Executivo, encontra-se a referente aos servidores (art. 61, par.
1º, II "a" e "c", da CF).
Daí porque o Supremo Tribunal Federal tem proclamado a
inconstitucionalidade de leis que versem sobre o regime jurídico
do funcionalismo, derivadas de projetos que não sejam de autoria
do chefe do Executivo (ADIN n. 864-1. Rel. Min. Moreira Alves;
ADIN n. 248-1, rel. Min. Celso de Mello; ADIN n. 199, rel. Min.
Maurício Corrêa). Nessa quadra, parece ter havido maltrato aos
mandamentos insculpidos nos artigos 5º e 24, § 2º, IV, da
Constituição do Estado".
Apesar da questão ainda estar tramitando no Judiciário paulista,
a decisão não
irá afetar o próximo concurso para os dois cargos.
Investigador
A última seleção realizada ao cargo de Investigador de Polícia
foi em 2004. Foram oferecidas 862 vagas, sendo 440 para as
unidades policiais civis com sede nos municípios do interior do
estado (Deinter), 272 às unidades com sede no município de São
Paulo capital e 150 para as da Grande São Paulo (Demacro).
O salário oferecido foi de R$ 772,58, acrescido de adicionais de
insalubridade, de local de exercício, de ajuda de custo
relacionada à alimentação, abono da Lei Complementar nº 901, de
12.9.2001, e gratificação de atividades policiais (GAP).
Ao contrário do que será cobrado no próximo concurso, para
concorrer a uma das vagas na seleção de 2004 era necessário que
o candidato tivesse, entre outros requisitos, ensino superior
completo em qualquer área. Isso porque, na época, a Lei
Complementar nº 929 ainda estava em vigor e a liminar que a
suspendeu foi concedida somente no ano seguinte. Com isto, o
programa que será exigido no próximo concurso deve sofrer
mudanças.
As inscrições foram recebidas pela Internet, através dos sites
do Banco Nossa Caixa S.A., da Secretaria de Segurança Pública e
da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A avaliação constou de duas etapas, sendo, a primeira, prova
preambular (questões de múltipla escolha) e a segunda, prova
oral. Nas duas fases, os candidatos foram avaliados de acordo
com as seguintes matérias: Língua Portuguesa, Matemática,
Conhecimentos Gerais, Informática e Noções de Direito. Nas duas
etapas, para ser aprovado, era necessário que fosse atingido um
mínimo de 50 pontos em cada disciplina.
Escrivão
O último concurso para Escrivão de Polícia foi realizado em 2005
e ofereceu 156 vagas para as unidades policiais civis
subordinadas ao Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo
interior (Deinter).
O salário variava entre R$ 1.191,16 e R$ 1.397,36, dependendo do
local de exercício, já incluídas as gratificações.
Para concorrer às vagas era necessário ter ensino médio
completo. As inscrições puderam ser realizadas pela Internet,
nos sites do Banco Nossa Caixa S.A., da Secretaria de Segurança
Pública e da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A taxa de
participação foi de R$ 29,26.
Assim como no concurso para Investigador, a avaliação ao cargo
de Escrivão também constou de duas etapas: 1ª - prova
preambular e de digitação de texto em microcomputador e, 2ª -
prova oral.
Em todas as etapas, a aprovação se deu mediante acerto de 50% da
prova (na preambular e oral, esse valor é referente a cada
disciplina).
Para
o cargo de Escrivão, no
último concurso a Prova preambular constou questões de: Língua
Portuguesa, História do Brasil, Geografia do Brasil e Informática
mas a prova de Digitação de texto em Microcomputador. A
segunda fase, foi a prova oral.
Para o Cargo
de Investigador de Polícia no último concurso em 2004
a prova contou com questões de Língua
Portuguesa, Matemática, História e Geografia do Brasil, Informática
e Noções de Direito Constitucional.
Quem pretende
participar dos concursos já pode dar início aos estudos, com
base nos programas dos concursos anteriores. Para investigador,
o último ocorreu em 2004. Para escrivão, em 2005 e para
delegado, em 2006.
Para
investigador e escrivão, a seleção contou com prova escrita
na primeira fase e oral na segunda. Para escrivão, a primeira
fase também contou com exame prático de digitação.
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