E N F E R M A G
E M Assinale as questões
e veja as respostas certas no botão GABARITO
1)
O
nervo isquiático é formado pelas raízes:
L1,
L2, L3, L4 e L5.
L2,
L3, L4, L5 e S1.
L3,
L4, L5, S1 e S2.
L4,
L5, S1, S2 e S3.
L5,
S1, S2, S3 e S4.
2)
Durante
o período perimenopausal, as mulheres apresentam uma prevalência
maior de fraturas na região
do
punho.
do
quadril.
da
coluna.
do
tornozelo.
do
joelho.
3)
Durante
a fase inflamatória da artrose, o recurso fisioterapêutico
contra-indicado é:
gelo.
tens.
calor.
laser.
corrente
interferencial.
4)
Os
procedimentos fisioterapêuticos no tratamento de infecções
bacterianas na articulação iniciam-se com
posicionamento
no leito e reabilitação no quinto dia pós-artrotomia.
reabilitação
na fase aguda da patologia.
posicionamento
no leito e reabilitação durante a imobilização.
reabilitação
no quinto dia pós-artrotomia.
posicionamento
no leito e reabilitação após a retirada da imobilização.
5)
O
tratamento fisioterapêutico em pacientes portadores de
tuberculose óssea na coluna inclui os seguintes procedimentos:
ondas
curtas durante 20 minutos, uso de órtese tóracolombar em
extensão, exercícios de alongamento e mobilização.
uso
de órtese tóracolombar em extensão, imobilização na fase de
dor, exercícios de alongamento e mobilização.
ultra-som
durante 5 minutos, uso de órtese tóracolombar em flexão,
exercícios de alongamento e mobilização.
microondas
durante 10 minutos, uso de órtese tóracolombar em flexão,
exercícios de alongamento e aeróbicos.
uso
de órtese tóracolombar em extensão, mobilização desde o
diagnóstico, exercícios de alongamento, relaxamento e aeróbicos.
6)
Uma
criança com fratura supracondileana de úmero apresenta-se para
realizar fisioterapia após a retirada do gesso. Os recursos
fisioterapêuticos que podem ser utilizados, sem restrições,
no tratamento são:
contraste,
banho de imersão, infravermelho e alongamentos.
contraste,
ultra-som, infravermelho e alongamentos.
banho
de imersão, laser, infravermelho e gelo.
banho
de imersão, infravermelho, ultra-som e alongamentos.
gelo,
banho de imersão, laser e ondas-curtas.
7)
O
posicionamento da órtese na prevenção do desvio ulnar em
pacientes portadores de artrite reumatóide deve ser:
punho
em posição neutra, metacarpofalangianas em extensão, posição
neutra para desvio radial/ulnar, interfalangianas com 5 graus de
flexão e polegar levemente abduzido e em oposição.
punho
em posição neutra, metacarpofalangianas em leve flexão, posição
neutra para desvio radial/ulnar, interfalangianas com 5 graus de
flexão e polegar levemente abduzido e em oposição.
punho
em leve flexão, metacarpofalangianas em leve flexão, posição
neutra para desvio radial/ulnar, interfalangianas com 5 graus de
flexão e polegar levemente abduzido e em oposição.
punho
em leve flexão, metacarpofalangianas em extensão, posição
neutra para desvio radial/ulnar, interfalangianas com 5 graus de
flexão e polegar levemente abduzido e em oposição.
punho
em posição neutra, metacarpofalangianas em extensão, posição
neutra para desvio radial/ulnar, interfalangianas com 45 graus
de flexão e polegar levemente abduzido e em oposição.
8)
Após
aplicação de gelo durante a fase aguda da lesão muscular,
observa-se vermelhidão na área que sofreu aplicação. Esta
vermelhidão deve-se
ao
aumento na produção de linfócitos.
ao
aumento da lesão hipóxica secundária.
ao
aumento do efeito da histamina sobre a membrana vascular.
à
vasodilatação induzida pelo frio.
à
concentração de sangue com alta taxa de oxigenação no
sistema venoso cutâneo.
9)
Nas
próteses endoesqueléticas, a conexão entre o encaixe e o pé
protético é formada por
madeira
e plástico; emprega aço, titânio ou alumínio, não possuem
adaptadores de rotação e torção.
componentes
de madeira ou plástico; emprega aço, titânio ou alumínio,
possuem adaptadores de rotação e torção.
tubos
e componentes modulares; emprega madeira e plástico, possuem
adaptadores de rotação e torção.
tubos
e componentes modulares; emprega aço, titânio ou alumínio,
possuem adaptadores de rotação e torção.
tubos
e componentes modulares; emprega aço, titânio ou alumínio, não
possuem adaptadores de rotação e torção.
10)
A
forma de estimulação da TENS conhecida como breve e intensa
apresenta parâmetros de intensidade (i), duração de pulso (T)
e freqüência (F) que são:
i
= alta, T = 50 µseg e F = 4000 Hz
i
= baixa, T = 200 µseg ou mais e F = 150 - 200 Hz
i
= alta, T = 200 µseg ou mais e F = 150 - 200 Hz
i
= baixa, T = 50 µseg e F = 1 - 4 Hz
i
= alta, T = 200 µseg ou mais e F = 1 - 4 Hz
11)
ara
minimizar a fadiga muscular durante a utilização da
eletroterapia no início da recuperação funcional de um
paciente submetido à reconstrução do ligamento cruzado
anterior, o fisioterapeuta pode utilizar os procedimentos:
freqüência
entre 20 e 50 Hz, relação ON/OFF = 1/3, intensidade no nível
sensorial.
freqüência
entre 20 e 50 Hz, relação ON/OFF = 3/1, intensidade no nível
motor.
freqüência
de 2500 Hz, relação ON/OFF = 1/3, intensidade no nível motor.
freqüência
entre 20 e 50 Hz, relação ON/OFF = 3/1, intensidade no nível
sensorial.
freqüência
entre 20 e 50 Hz, relação ON/OFF = 1/3, intensidade no nível
motor.
12)
Os
parâmetros mais adequados para utilização do ultrasom terapêutico
na fase aguda das lesões músculoesqueléticas (i =
intensidade) são:
i
= até 0.5 w/cm², modo pulsado, área de 2 a 3 vezes o tamanho
do cabeçote por 5 minutos.
i
= até 1.5 w/cm², modo contínuo, área de 2 a 3 vezes o
tamanho do cabeçote por 5 minutos.
i
= até 0.5 w/cm², modo pulsado, área de 1 vez o tamanho do
cabeçote por 5 minutos.
i
= até 1.0 w/cm², modo contínuo, área de 1 vez o tamanho do
cabeçote por 5 minutos.
i
= até 2.0 w/cm², modo pulsado, área de 2 a 3 vezes o tamanho
do cabeçote por 5 minutos.
13)
A
distância que o fisioterapeuta deve manter do aparelho de ondas
curtas durante aplicação terapêutica é de
20
cm
50
cm
1
m
2
m
5
m
14)
A
elevação da temperatura dos tecidos corporais submetidos às
sessões de termoterapia NÃO deve exceder a
40°
45°
50°
55°
60°
15)
A
faixa de temperatura da água utilizada para hidroterapia em
pacientes que não realizarão atividades aeróbicas na piscina
é de:
33°
a 37° graus
37°
a 39° graus
39°
a 41° graus
41°
a 43° graus
43°
a 45° graus
16)
Um
homem de 57 anos trabalhador da construção civil sofreu queda
de um andaime há uma semana e fraturou o osso temporal direito.
Queixa-se de dificuldade para manter o equilíbrio, rigidez no
pescoço e nos ombros, visão embaçada, náusea e sensação de
“estar girando”. O exame clínico revelou: marcha lenta e
irregular; necessidade de apoiar nas paredes ou em outros
objetos para não cair; evita mover sua cabeça tanto quanto
possível; apresenta nistagmo contínuo mesmo quando não
movimenta a cabeça; comprometimento de audição à direita;
força muscular e sensibilidade somática normais; visão e
movimentos oculares estão intactos. Com base na sintomatologia
deste paciente pode-se afirmar que apresenta lesão na área:
tronco
cerebral.
córtex
motor primário esquerdo
cerebelo.
nervo
vestíbulo-coclear direito.
peduncúlo
cerebelar direito.
17)
Na
região medular, a informação sômato-sensorial é integrada
com os comandos descendentes para gerar a eferência motora,
assim as redes de interneurônios atuam de forma flexível para
produzir movimentos relativamente simples, como por exemplo
ativação recíproca de músculos flexores e extensores. Com
base nesta informação, pode-se afirmar que o circuito
envolvido no reflexo de estiramento
somente
participa do arco reflexo medular.
promove
a contração do músculo agonista e antagonista
simultaneamente.
promove
relaxamento do músculo agonista e antagonista simultaneamente.
não
promove contração de nenhum grupo muscular.
promove
a contração do músculo agonista e relaxamento do músculo
antagonista.
18)
Num
indivíduo que sofreu acidente vascular cerebral, que atingiu o
córtex motor primário, pode-se observar
dificuldade
na discriminação da forma, textura ou tamanho dos objetos.
dificuldade
no planejamento da movimentação.
deficiência
na execução de movimentos voluntários.
deficiência
na interpretação da sensação.
deficiência
na identificação de estímulos sensitivos.
19)
Os
receptores musculares (fusos e órgãos neurotendíneos de golgi)
e os receptores articulares são estruturas fundamentais para
controlar movimentos a serem realizados pelo corpo. Desse modo,
pode-se afirmar que
os
receptores tendíneos e os receptores articulares não são
ativados, quando se realiza um movimento passivo no paciente.
os
receptores, órgãos neurotendíneos de golgi, enviam informações
ao sistema nervoso central referente ao comprimento do músculo
e os receptores articulares informações sobre a velocidade de
movimento.
os
receptores tendíneos são acionados no procedimento de
alongamento muscular e os receptores articulares apenas quando
se realiza um movimento ativamente.
os
receptores musculares que se localizam na junção músculo tendínea
(órgão neurotendíneo de golgi) enviam ao sistema nervoso
central informações referente à posição de cada segmento
corporal.
os
receptores musculares são sensíveis a qualquer estímulo
provocado pelo movimento.
20)
O
trato cortico-espinal lateral, também conhecido como trato
piramidal, tem como função:
exercer
influência ativadora sobre os motoneurônios inferiores que
inervam os músculos da face, da língua e da laringe.
exercer
influência ativadora sobre os motoneurônios inferiores que
inervam os músculos da mão.
facilitar
os motoneurônios inferiores para os músculos ipsilaterais
posturais e extensores dos membros.
participar
do controle dos músculos do pescoço e da parte superior do
tronco.
exercer
influência inibitória sobre os motoneurônios inferiores que
inervam a musculatura da mão.
21)
Com
relação ao ciclo da marcha é correto afirmar que:
na
fase de recepção a trilogia muscular (glúteo médio, quadríceps
e tibial anterior) possui papel fundamental para frear e regular
o movimento.
na
fase de impulso, a participação dos músculos quadríceps
femoral e glúteo máximo é desprezível.
durante
a fase de oscilação da marcha é essencial a participação do
glúteo médio do membro que se encontra na fase de apoio
unilateral conjuntamente com a musculatura oblíqua abdominal
contralateral.
a
musculatura abdutora e adutora do quadril é fundamental para a
estabilidade ântero-posterior.
na
fase de impulso e recepção não há participação da
musculatura do tronco.
22)
Com
base no conceito de contração isotônica pode-se afirmar que:
este
tipo de contração muscular não produz arco de movimento.
este
tipo de contração tem a função de fixação.
o
trabalho gerado por este tipo de contração é nulo e aumenta o
suprimento de energia.
neste
tipo de contração a força externa que se opõe ao músculo é
igual à força gerada pelo músculo.
o
músculo bíceps braquial contrai-se concentricamente para
fletir o cotovelo ao levarmos um copo de água à boca.
23)
De
acordo com as características das fibras musculares pode-se
afirmar que:
segundo
o tipo, apresentam diferenças bioquímicas e estruturais que se
refletem em diferenças funcionais.
as
fibras tipo A, chamadas também de vermelhas, possuem maior
atividade durante a contração rápida.
há
3 diferentes tipos de fibras musculares que se diferenciam em
cor, forma, tamanho e elasticidade.
as
fibras tipo C possuem metabolismo anaeróbico atuando, portanto,
durante a contração lenta.
não
há controle supra segmentar sobre a atividade das fibras
musculares, sendo estas as responsáveis pelo movimento
articular.
24)
O
Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma ocorrência comum e de
grande demanda para atuação fisioterapêutica. O paciente
apresenta características específicas, entre as quais
destaca-se:
na
fase aguda não deve ser trabalhado na piscina pois a água
quente diminui ainda mais o tônus muscular.
a
espasticidade observada na fase crônica é a associação de
hipertonia plástica, hiper-reflexia e clônus.
na
fase crônica deve ser cuidadosamente manuseado, enquanto que na
fase aguda, deve-se enfatizar a recuperação da funcionalidade.
a
subluxação do ombro é uma complicação freqüente
principalmente na fase aguda, devido ao quadro de hipotonia
muscular.
a
fase aguda do AVC é caracterizada por flacidez muscular,
diminuição dos reflexos tendíneos e hipersensibilidade.
25)
A
avaliação fisioterapêutica inclui procedimentos específicos
que visam a subsidiar a elaboração do diagnóstico e escolha
de conduta. São dados relevantes a serem pesquisados:
a
amplitude de movimento através da goniometria articular, pois
seu déficit impossibilita a conduta fisioterapêutica.
as
provas índex-index, calcanhar-joelho, diadococinesia e Romberg
avaliam a função cerebelar.
os
reflexos miotáticos, pois evidenciam a atividade cortical.
a
funcionalidade de um paciente com lesão neurológica através
da pesquisa do tônus muscular, reflexos tendíneos e
sensibilidade.
os
componentes periféricos do controle motor.
26)
A
lesão traumática da medula espinal acarreta déficit sensitivo
e motor de acordo com o nível da lesão. Em função desta
ocorrência:
a
intervenção junto ao paciente lesado medular deve ser
multiprofissional, pois este apresenta déficits em várias áreas.
um
paciente com lesão medular T11 completa não apresenta prognóstico
funcional de marcha com apoio.
um
paciente com lesão medular T2 incompleta não possui prognóstico
de recuperação da marcha, devendo-se enfatizar o treino para
uso de cadeira de rodas.
um
paciente com lesão traumática da medula espinal apresentará
motricidade voluntária e sensibilidade preservadas abaixo do nível
da lesão.
na
lesão completa da medula espinal pode-se utilizar o FES na
musculatura abaixo do nível da lesão com o objetivo de ganho
de força muscular
27)
A
Paralisia Obstétrica é uma ocorrência comum resultante de
trauma sendo que:
a
forma de Kumpke acarreta paralisia e atrofia dos músculos intrínsecos
da mão mantendo a sensibilidade preservada.
a
lesão das raízes superiores (C3 a C6) leva à característica
Paralisia de Erb-Duchenne.
pode
ocorrer durante o parto difícil por tração aplicada sobre a
cabeça durante o desprendimento do ombro.
está
sempre associada a lesões ósseas como fraturas.
o
prognóstico funcional da lesão das raízes inferiores é de
recuperação total em dias ou semanas.
28)
Considerando
os procedimentos clínicos para a avaliação da motricidade,
temos que:
o
tono muscular é avaliado através da inspeção, palpação,
percussão, movimentação ativa e balanço passivo das articulações.
a
presença de movimentos involuntários é pesquisada através da
mobilização passiva dos diferentes segmentos corporais do
paciente.
a
base anatômica da motricidade reflexa é o arco reflexo e este
deve ser pesquisado após o período de maturação neuromotora
da criança.
os
reflexos podem ser classificados em exteroceptivos ou profundos,
proprioceptivos e visceroceptivos.
a
motricidade voluntária pode ser pesquisada através de manobras
específicas como por exemplo: manobra dos braços estendidos,
manobra de
29)
A
sensibilidade é pesquisada durante a avaliação fisioterapêutica
através de testes específicos, sendo que:
pode
ser realizado de maneira eficiente independente do estado de
consciência e cooperação do paciente.
a
discriminação tátil é a capacidade de localizar um estímulo
cutâneo e a de reconhecer se o estímulo aplicado é único ou
duplo.
a
noção da posição segmentar preservada em um paciente
evidencia que as vias envolvidas no controle da sensibilidade
superficial estão íntegras.
a
parestesia pode ser referida como um formigamento pelo paciente
e não deve ser pesquisada especificamente.
dor,
parestesia, anestesia e agnosia são sinais determinantes da
presença de alteração das vias motoras.
30)
Na
lesão congênita da medula espinal:
não
se deve indicar o uso de órteses, uma vez que a diminuição da
sensibilidade predispõe a importante alteração vascular.
ocorre
espasticidade, hiperestesia e diminuição da motricidade voluntária
abaixo do nível da lesão.
o
prognóstico de vida é baixo, dadas as importantes complicações
clínicas observadas nestes pacientes.
pode
estar associada à hidrocefalia como conseqüência da circulação
deficitária do líquor.
quanto
maior o tempo após a lesão maiores as chances de recuperação
da funcionalidade.