
ESPECIAL BANCO
DO BRASIL
PORTUGUÊS 02
Assinale as questões
e veja as respostas certas no botão GABARITO
| 1) | (U.F. Voçosa)
– “ ... a linguagem, qualquer linguagem, que é um meio de comunicação
e (...) deve ser julgada exclusivamente como tal.” Das frases abaixo, aquela que, apesar de ferir claramente uma norma gramatical, desempenha perfeitamente o seu papel comunicativo é: |
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| Perca um minuto na vida para não perder a vida num minuto. | ||
| Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem. | ||
| Se você não se cuidar, a AIDS vai te pegar. | ||
| Diz-me com quem tu andas, que te direi quem és. | ||
| Criança, ama com fé e orgulho a terra em que nasceste! | ||
| 2) | Observe o
texto abaixo, excerto de um conto de Bernardo Élis; é uma fala do
protagonista, um sitiante. “ – Com perdão da pergunta, mas será que mecê não tem por lá alguma enxada assim meia velha pra ceder para a gente? Assinale a alternativa que propõe a transposição dessa frase para uma forma adequada à linguagem urbana culta. |
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| Me perdoe de perguntar, mas será que você não tem por lá alguma enxada assim meia velha que a gente pudesse usar? | ||
| Me perdoe de perguntar, mas será que você não tem por lá alguma enxada assim meia velha que a gente pudesse usar? | ||
| Me perdoa a pergunta, mas será que o senhor não poderia ceder para nós alguma enxada que tem por lá assim meio velha? | ||
| Desculpe a pergunta, mas o senhor não teria alguma enxada meio velha para nos ceder? | ||
| Desculpe-me perguntar, mas será que você não tem, para nos emprestar, alguma enxada assim do tipo meio velha? | ||
| 3) | (UF-VIÇOSA-ADAPTADO)
– “A sintaxe é questão de uso, não de princípios.” Não sendo lingüística, Luís Fernando Veríssimo não percebe que, por trás de todo uso, há um princípio. Eis um uso popular em que está subentendido em princípio de economia que dispensa a repetição de uma mesma marca gramatical: |
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| Cadê o toucinho que tava aqui? | ||
| As menina bonita chegou. | ||
| Tá na hora da janta. | ||
| Todo mundo gosta de comê abobra. | ||
| Esse café, eu não bebo ele. | ||
| 4) | Em todas as opções abaixo, extraídas do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos, usou-se a linguagem coloquial, para melhor caracterizar os personagens, EXCETO: | |
| "Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço.” | ||
| D. Marcela era um bichão. Uma peitaria, um pé de rabo, um toitiço. | ||
| “Depois mandei consertar o paredão do açude, que vazava.” | ||
| Daí em diante encantou-se. Disseram que tinha ensebado as canelas para São Bernardo.” | ||
| “Numa sentinela, que acabou em furdunço, abrequei a Germana, cabritinha sarará dana-damente assanhada.” | ||
| 5) | Para o texto acima, pode-se afirmar que as expressões em negrito: | |
| apresentam registros coloquiais que não representam desvios da norma padrão. | ||
| Apresentam registros coloquiais que representam desvios da norma padrão | ||
| Têm poder de comunicação prejudicado, por isso não veiculam uma mensagem clara. | ||
| Possuem expressões inaceitáveis do ponto de vista da linguagem coloquial | ||
| Demonstram que a linguagem da norma padrão é a mais adequada, visto que somente ela consegue veicular claramente mensagens. | ||
| 6) | (FATEC-ADAPTADO) – Dentre as frases a seguir, todas extraídas de anúncios publicitários, assinale aquelas redigidas de acordo com a norma culta. | |
| "Nada exaspera mais um povo, do que um governo que lhe diga o que ler, dizer, comer, beber e vestir.” | ||
| “Lembre do que está atrás do seu banco.” | ||
| “Qualquer que seja a sua preferência, no momento de pagar, use o cartão exclusivo das Olimpíadas.” | ||
| “A distância faz o coração bater de saudade. Uma ligação faz ele disparar.” | ||
| "Conquiste o corpo que você sempre sonhou.” | ||
| 7) | As questões
de 7 a 11 são a respeito do texto: “Mas, afinal, as chuvas cessaram, e deu uma manhã em que Nhô Augusto saiu para o terreiro e desconheceu o mundo: um sol, talqualzinho a bola de enxofre do fundo do pote, marinhava céu acima, num azul de água sem praias, com luz jogada de um para outro lado, e um desperdício de verdes cá embaixo – a manhã mais bonita que ele já pudera ver. (...) De repente, na altura, a manhã gargalhou: um bando de maitacas passava, tinindo guizos, partindo vidros, estralejando de rir.” (Guimarães Rosa) Pode-se afirmar que o texto é: |
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| predominantemente narrativo, pela presença de personagens, espaço, ação e tempo em que a história se baseia. | ||
| predominantemente descritivo, pela presença de expressões caracterizadoras, como comparações e metáforas. | ||
| predominantemente dissertativo, já que as opiniões e argumentos do narrador pretendem demonstrar o que seja uma alegre manhã. | ||
| descritivo, justificável pela presença da personagem, do espaço e da ação, gerando a intriga e o enredo. | ||
| narrativo, já que o autor procura provar ao leitor, valendo-se de metáforas, comparações e exem-plificações, a importância da beleza da manhã para Nhô Augusto. | ||
| 8) | Sobre a descrição de Guimarães Rosa, pode-se dizer que: | |
| é objetiva, porque traduz a realidade em linguagem denotativa. | ||
| é dinâmica, porque alguns trechos da paisagem descrita apresentam movimento. | ||
| é estática, pois o trecho não apresenta movimento de seres no espaço. | ||
| é subjetiva, pois há muitas figuras de linguagem, com predomínio da denotação. | ||
| predominam as frases nominais, ou seja, sem verbo. | ||
| 9) | São agentes dos processos verbais os termos: | |
| “bola de enxofre” e “céu acima”. | ||
| “o mundo” e “Nhô Augusto”. | ||
| “uma manhã” e “um sol”. | ||
| “um desperdício de verdes” e “o mundo”. | ||
| “a manhã” e “azul de águas”. | ||
| 10) | As sensações que predominam no trecho são: | |
| visuais e olfativas. | ||
| visuais e auditivas. | ||
| auditivas e táteis. | ||
| olfativas e auditivas. | ||
| táteis e gustativas. | ||
| 11) | Em “... um sol, talqualzinho a bola de enxofre do fundo do pote” e “De repente, na altura, a manhã gargalhou” temos, respectivamente: | |
| metáfora e onomatopéia. | ||
| sinestesia e comparação. | ||
| comparação e prosopopéia. | ||
| metáfora e prosopopéia. | ||
| catacrese e sinestesia. | ||
| 12) | Texto para
os testes de 12 a 15: Virgília? Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazinha da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o ndivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação. Era isto Virgília, e era clara, faceira, ignorante, pueril, cheia de uns ímpetos misteriosos; muita preguiça e alguma devoção, - devoção, ou talvez medo; creio que medo. Aí tem o leitor, em poucas linhas, o retrato físico e moral da pessoa que devia influir mais tarde na minha vida; era aquilo com dezesseis anos. Tu que me lês, se ainda fores viva, quando estas páginas vierem à luz, - tu que me lês, Virgília amada, não reparas na diferença entre a linguagem de hoje e a que primeiro empreguei quando te vi? Crê que era tão sincero então como agora; a morte não me tornou rabugento, nem injusto. - Mas, dirás tu, como é que podes assim discernir a verdade daquele tempo, e exprimi-la depois de tantos anos? Ah! indiscreta! ah! ignorantona! Mas é isso mesmo que nos faz senhores da terra, é esse poder de restaurar o passado, para tocar a instabilidade das nossas impressões e a vaidade dos nossos afetos. Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes. (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis) A descrição de Virgília pelo narrador pode ser caracterizada como: |
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| objetiva, pela predominância de substantivos concretos, caracterizando apenas fisicamente a personagem. | ||
| objetiva, pela predominância de substantivos abstratos e emprego de linguagem denotativa. | ||
| subjetiva, com emprego de substantivos abstratos e de adjetivos, caracterizando psicologicamente a personagem. | ||
| subjetiva, pois é patente a ausência de adjetivos, caracterizando a linguagem conotativa. | ||
| objetiva, com linguagem literal, emprego de palavras com sentido figurado. | ||
| 13) | A afirmação do narrador “... isso não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas” justifica-se porque: | |
| descreve profundamente as características físicas das personagens. | ||
| não traduz fielmente a realidade. | ||
| enfatiza a beleza própria das meninas de dezesseis anos. | ||
| preocupa-se em enfatizar rostos marcados por espinhas e sardas. | ||
| trata a realidade com a máxima fidelidade possível. | ||
| 14) | No segundo parágrafo do texto, o narrador deixa claro que: | |
| após a morte ele perdeu a sinceridade própria da juventude. | ||
| é tão sincero no presente quanto o fora no passado, em relação à Virgília. | ||
| a linguagem do passado é mais eficaz na descrição das pessoas. | ||
| a linguagem moderna traduz fielmente a realidade descrita. | ||
| ser rabugento e injusto é próprio dos seres vivos. | ||
| 15) | No final do
texto, o narrador vale-se de uma série de metáforas (alegoria) para
falar da existência humana. Isso se torna claro nas relações que estabelece entre: |
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| fases da vida e edições de um livro; editor e a morte; última edição e o criador. | ||
| um livro e fases da vida; a morte e o criador; o editor e o escritos. | ||
| a morte e as condições de um livro; o criador e as fases da vida; última edição e fases da vida. | ||
| criador e editor; edição de um livro e fases da vida; morte e edição definitiva. | ||
| o criador, o livro e o editor com as fases da vida e a morte, a edição definitiva. | ||